domingo, 12 de junho de 2016

Willard van Orman Quine - Dois Dogmas do Empirismo - O problema dos enunciados analíticos e sintéticos (sinonímia e analiticidade)

ESQUEMA GERAL DE "DOIS DOGMAS DO EMPIRISMO"

Em Dois Dogmas do Empirismo Quine  apresenta, de início, o problema quanto a divisão que geralmente é feita por entre proposições sintéticas e analíticas. Para ele, não há fronteiras entre enunciados sintéticos e analíticos.

Da diferença entre significado e nome


significado x nome

                           
                               <  Concretos
Termos Singulares <
                               < Abstratos


Os Termos Singulares são aqueles que nomeiam as entidades

Termo Geral = Predicado

Os Termos Gerais são a verdade acerca da entidade

Há, portanto uma diferença entre o significado do Termo Singular e uma entidade nomeada.
Também, o significado de um Termo Geral é diferente da sua extensão.

Quine analisa a questão do "estar contido em" dos conceitos

Quine irá pontuar os problemas das assim por ele consideradas "visões obscuras" da linguagem que o mesmo chama a atenção no ítem 5, a saber,

1. a noção de significado,
2. a noção de sinonímia cognitiva,
3. a noção de analiticidade; e a
4. teoria verificacionista do significado.

O Problema do Signigicado

O que é o significado?

Já podemos compreender que uma primeira característica do significado é que ele não é um nome.
Daí que "o significado é aquilo em que se torna a essência quando ela se divorcia do objeto de referência e se une à palavra".

Teoria do Significado x Teoria da Referência

Neste sentido, o significado está mais próximo à palavra do que ao objeto de referência, ao objeto mesmo.
Disso sucede que para o estudo da teoria do significado se faz necessário entender dois modos:

                   < sinonímia (ocorre a substituição por sinônimos)
Significado <
                   < analiticidade


Quine afirma que uma verdade lógica "é um enunciado que é verdadeiro e permanece verdadeiro em todas as reinterpretações de seus outros componentes que não as partículas lógicas".

                                     < logicamente verdadeiros (ex.: nenhum homem não casado é casado)
Enunciados Analíticos <
                                     < sinonímia (ex.: Nenhum solteiro é casado)


Deste modo, o desafio levantado por Quine neste escrito é o que diz respeito a analiticidade no âmbito da sinonímia, pois, geralmente se diz que enunciados analíticos de segunda classe (sinonímias) são meras explicações dos de primeira classe (verdades lógicas).


O Problema da Definição

O primeiro problema da sinonímia é colocado quanto a questão da definição, uma vez que os enunciados analíticos de segunda classe, a saber, os sinonímicos, se reduzem a definir ou procurar explicar as verdades lógicas, como por exemplo: "solteiro" (verdade lógica) e "homem não casado" (sinonímia). Com isso, Quine levanta a questão da origem dessa definição ao que compreende a função do lexcógrafo de basear seus registros com um sentido usual da linguagem, ou seja, segundo o comportamento e a dinâmica linguística.

Quine conclui que apesar de não sabermos qual é o motivo de haverem sinônimos, os mesmos se baseiam em interconexões fundamentadas no uso.

Consequentemente Quine lembra de maneira negativa a questão da explicação levantada por Carnap, onde ocorre, na explicação uma ampliação do sentido da definição, não mais como mero sinônimo dos primeiros enunciados, mas num aperfeiçoamento do significado. Pois, para Quine, ainda que não haja uma sinonímia direta, a explicação acaba tomando por empréstimo outros tipos de sinonímias.

Quine conclui que a definição não resolve o problema da sinonímia.


O Problema da Intersubstituitibilidade


No ponto 3 aborda a questão da intersubstitutibilidade, quando duas formas linguística se intersubstituem seja qual for o contexto. A esta perspectiva Quine também terce crítica e contra-argumenta dizendo que nem em todos os contextos podemos substituir um sinônimo por outro.


O Problema das Regras Semânticas



O Problema da Teoria Verificacionista e o reducionismo 





O primeiro dogma 

O reducionismo empirista que afirma que todos os enunciados isolados podem, ao passar pelo crivo da experiência, ser confirmados ou invalidados.

O segundo dogma

consiste na separação entre analítico e sintético 

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