sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Dez solos de guitarra para você mostrar a seus filhos e para quem não conhece nada de rock



Dez solos de guitarra para você mostrar a seus filhos e para quem não conhece nada de rock

Hoje acordei com a vontade de escrever para quem conhece muito pouco de música. Sim, aquelas pessoas que ouvem as canções sem prestar muita atenção, que não se atentam a detalhes que transformam cada uma delas em momentos antológicos. Se você é daqueles metidos a esnobes, que desprezam as pessoas porque elas não possuem toda a discografia – incluindo os bootlegs – de determinadas bandas e artistas, pode cair fora daqui e ler outras seções do Yahoo.
O texto de hoje pretende mostrar a quem está chegando agora dentro do universo do rock a importância dos solos de guitarra. Reuni em um mesmo caldeirão os mais diversos estilos e preparei um roteiro bem básico com ALGUNS dos maiores solos de todos os tempos - frisei a palavra para que ninguém venha me encher o saco com possíveis “esquecimentos”. Tenha a certeza que cada um deles traz muito da alma e da personalidade de seus criadores.
Para terminar este texto introdutório uma sugestão: mostre estas canções para os seus filhos. Ouça junto com eles e enfatize a importância dos solos de guitarra dentro delas. Quem sabe eles não peguem gosto pelo instrumento?
JIMMY PAGE em “Stairway to Heaven”
Restam poucas dúvidas de que esta é uma das mais populares canções já elaboradas por um grupo derock em todos os tempos. Durante muito tempo, serviu como trilha sonora para casamentos e até funerais. Foi a primeira vez que o Led Zeppelin compôs algo que poderia ser chamado de poético, tanto no que se refere ao instrumental como em relação às letras. O solo de Jimmy Page nesta obra-prima é simplesmente arrasador:
JIMI HENDRIX em “Little Wing”
Esta belíssima canção é um dos ápices da carreira do guitarrista, em que beleza e sensibilidade atingiram seu grau máximo. O mais curioso é que este solo inacreditável era, na opinião de Chas Chandler – ex-baixista do The Animals, o primeiro empresário e, de certa forma, descobridor de Hendrix -, apenas um dos muitos que ele testou para a composição e que o solo mais bonito acabou sendo descartado pelo próprio guitarrista, não muito satisfeito com o som conseguido. Inacreditável!
RITCHIE BLACKMORE em “Highway Star”
Esta canção talvez seja a epítome da intensidade e da versatilidade com que o Deep Purple atacava alguns de seus temas. E o maior destaque nela é o estupendo ‘duelo’ de solos entre o guitarrista Ritchie Blackmore e o tecladista Jon Lord.
Pouca gente sabe, mas o álbum que contém esta canção, Machine Head, lançado em 1972, foi gravado nos corredores de um hotel na cidade de Montreux em apenas três dias, e o guitarrista gravou duas versões de solos para a música, uma não muito diferente da outra, e acabou optando pela segunda, o que não era costumeiro da parte dele. É um dos exemplos máximos de feeling, virtuosismo e bom gosto na escolha das notas:
BRIAN MAY em “Somebody to Love”
Brian May diz que esta era a música favorita de Freddie Mercury – que sempre declarou que o som de Aretha Franklin foi a inspiração primordial para composição desta canção - e que ela contém um de seus solos favoritos. Não é para menos. A perfeita união da influência do vaudeville britânico com ogospel rendeu um momento de singela beleza melódica dentro da carreira do Queen:
MARK KNOPFLER em “SULTANS OF SWING”
Quando da época de seu lançamento em 1978, muita gente não entendeu a interpretação quase minimalista com que o ótimo Mark Knopfler pincelava as singelas canções do álbum de estreia de seu grupo, o Dire Straits. Com uma mentalidade musical que celebrava a sonoridade típica de uma banda de pub inglês encharcada de bluesrock country r&b, ele ainda se deu ao trabalho de embalar suas canções com uma timbragem de voz parecida com a de Bob Dylan.
Knopfler desenvolveu também uma técnica especial de mão direita para tocar sua guitarra, sem o uso da palheta, usando o tempo todo o polegar e o dedo indicador, técnica esta adquirida por conta de seu estudo de violão erudito.
JOE SATRIANI em “Always With Me, Always With You”
Não houve um só guitarrista na face da Terra que não tenha ficado maravilhado quando terminou de ouvir em 1987 o álbum Surfing With the Alien, o segundo da carreira daquele que, com o professor de guitarra, chegou a dar aulas para ninguém menos que Steve Vai e Kirk Hammett.
Satriani redefiniu padrões sonoros e timbres em várias das canções contidas neste disco, notadamente nesta lindíssima balada com leves toques de soul.
JOE WALSH e DON FELDER em “Hotel California”
Os integrantes do Eagles demoraram oito meses para gravar o álbum batizado com o título desta canção e lançado em 1976, que marcou a estreia do guitarrista Joe Walsh (ex-James Gang) no lugar antes ocupado por Bernie Leadon, que até então era um dos responsáveis pela predominância docountry rock na sonoridade da banda. A entrada de Walsh trouxe uma abordagem bem mais roqueira, que pode ser notada mesmo nos momentos mais contemplativos deste álbum.
Ao lado de seu companheiro de cordas – o excelente Don Felder -, Walsh trouxe um processo de “engorda” do som, que pode ser sentido principalmente nesta faixa-título, cujo solo se tornou um dos momentos mais aguardados dos shows da banda. Nitidamente inspirados pelas twin guitars de Ted Turner e Andy Powell, do grupo Wishbone Ash, Walsh e Frey conseguiram atingir um estágio melódico que beira o sublime. Todas as frases parecem ter sido escolhidas a dedo. Tudo é tão bem colocado que parece uma melodia erudita, daquelas que dá até para assobiar.
Detalhe: o primeiro solo é de Walsh, o segundo é de Felder, o terceiro marca a volta de Walsh e depois o solo fica por conta de ambos ao mesmo tempo.
EDDIE VAN HALEN em “Beat It
No começo, ninguém entendeu nada… Estava ali, nos créditos do disco. Mas que diabos o Eddie Van Halen estava fazendo no disco do Michael Jackson? Tudo bem, o cara tinha largado seus irmãos no Jackson 5 e feito um grande disco pop (Off the Wall), mas onde é que o Eddie se encaixava dentro da música de Michael?
A resposta teve o impacto de um soco na boca do estômago. Ninguém estava preparado para “Beat It”, a primeira incursão de Jackson por uma seara explicitamente roqueira. Nem dá para comentar nada. O mais incrível é que Eddie não cobrou nada pelo “serviço” – algo do que veio a se arrepender assim que a música estourou mundialmente – e gravou a versão definitiva logo no primeiro take.
ERIC CLAPTON em “WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS”
Entusiasmado pela leitura do I Ching, George Harrison decidiu aplicar os princípios das mudanças contidas no livro. Pegou um romance na biblioteca de seus pais decidido a fazer uma letra a partir da primeira coisa que lesse nele. As palavras eram “gently weeps” (“gentilmente chora”). Harrison começou a compor uma das músicas mais lindas de todos os tempos. Faltava apenas uma guitarra que ‘chorasse’.
Depois de inúmeras tentativas – Harrison chegou a experimentar um solo tocado ao contrário – e de muita discussão, ele chamou seu amigo Eric Clapton para a empreitada. Relutante no início - “ninguém merece a honra de tocar com os Beatles”, disse o guitarrista do Cream na época -, o guitarrista foi convencido pelos próprios integrantes da banda a fazê-lo. O resultado – auxiliado pela fundamental presença de um oscilador, pilotado por Chris Thomas - foi um dos mais sensacionais momentos da história da música moderna.
DAVE MURRAY e ADRIAN SMITH em “The Number of the Beast”
Pairavam algumas dúvidas sobre o que aconteceria com o Iron Maiden por ocasião da demissão do vocalista Paul Di’Anno após o lançamento do sensacional álbum Killers, em 1981.A resposta veio um ano depois com a entrada do carismático Bruce Dickinson e uma coleção de canções quase irrepreensível, em que sempre se destacou esta paulada que incluí aqui, com seus dois solos espetaculares: o primeiro de Dave Murray, o segundo de Adrian Smith. Não tem como não sentir um arrepio na espinha até hoje:

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/mira-regis/dez-solos-de-guitarra-para-voce-mostrar-a-seus-223022765.html





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